Encontrar o ponto de equilíbrio entre o profissionalismo e impor respeito é uma tarefa que exige atenção e estratégia. Isso porque atitudes que infringem direitos muitas vezes passam despercebidos por serem tão usuais em nossa sociedade. Hoje encerramos nossa série Mulheres na TI com o case de Cristina Hirsch, que está sempre atenta aos movimentos que possam prejudicar sua imagem profissional

Em 2015, a União das Nações Unidas (ONU) estabeleceu Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como um conjunto de 17 metas a serem atingidas para melhorar aspectos ambientais, econômicos e sociais, globalmente.

E quando o assunto é direitos da mulher, destacamos o objetivo número 5, que pede pela melhoria da ‘Igualdade de Gênero’ e que tem como meta ‘Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas’.

A igualdade de gênero geralmente é violada por comportamentos machistas, aqueles em que opiniões e atitudes se opõem à igualdade de direitos. Entretanto, por estes comportamentos já estarem tão arraigados em nossa sociedade, muitas vezes a desigualdade passa despercebida.

No último conteúdo da série Mulheres na TI, queremos destacar mulheres que estão atentas a atos falhos de colegas de trabalho. Como é o caso da Cristina Hirsch, nossa Gerente de Projetos, que fez de uma situação profissional embaraçosa o combustível para gerenciar o que considera até o momento o melhor projeto de sua carreira!

Enfrentando o desconhecido

Cristina iniciou sua carreira em TI como estagiária de uma multinacional, quando ainda era recém-graduada em Administração. Mesmo com a intuição de que a TI lhe traria um futuro promissor, Cristina sentiu uma ponta de medo do desconhecido, “um medo bom, de respeito pelos desafios que eu iria enfrentar”.

Nesses desafios estava o ingresso em uma profissão predominantemente masculina, que ainda questiona o quanto uma mulher pode se destacar e evoluir na área. Mas Cristina sempre acreditou que são nas diferenças que estão as oportunidades. Quando chegou à Nap IT, ainda muito jovem, teve que lidar com profissionais sêniores e teve que enfrentar o pior dos desafios, que foi quebrar o paradigma de ser mulher, jovem, na TI.

“Acredito que todos, independentes de serem homens ou mulheres, têm total capacidade para atuar na área em que desejarem. Quanto a mim, a melhor palavra para definir como me sinto na minha profissão é motivada”, ressalta.

Gerenciando ‘a crise’

Falando em motivação – e um pouco de bom humor –, é o que faz Cristina se sair bem quando precisa enfrentar situações embaraçosas. A exemplo, tempos atrás, em uma das reuniões em que era a única mulher, seu cliente – dono da empresa – entrou na sala e disse: – Essa menininha que vai gerenciar este projeto?

“Essa frase foi um combustível para me motivar a fazer o melhor projeto possível.” Porém, no mesmo projeto, outro fornecedor tentou inverter uma situação e Cristina precisou de muito jogo de cintura para não perder o profissionalismo diante da situação. “No final do projeto, o cliente agradeceu meu trabalho. Hoje sempre que visito esse cliente, ele lembra da situação em que eu precisei colocar o concorrente no lugar dele, sem perder a compostura.”

Um projeto de sucesso e uma boa equipe para gerenciar

Um dos projetos que Cristina teve orgulho de ter participado foi a instalação do Wi-Fi Público numa rede de supermercados de Porto Alegre. O time da Nap IT era formado por um engenheiro sênior, dois engenheiros técnicos, uma equipe de field totalmente masculina e, do lado do cliente e parceiros, mais quatro homens.

“Essa gestão foi especial porque além de entregar o projeto em um prazo curtíssimo solicitado pelo cliente, eram muitas equipes, todas gerenciadas por mim. Atuei 24×7, onde não tinha dia, nem hora, e tinha pontos importantíssimos para serem resolvidos que poderiam causar impacto e atrasar o go-live do cliente. Foi um desafio grande e muito satisfatório ao ser concluído com um excelente feedback, especialmente porque o projeto tinha muitos riscos e conseguimos contornar todos”, comemora a gerente.

Desafios e satisfação pessoal

Cristina considera que trabalhar com TI continua sendo muito desafiador “por lidar com pessoas e com grandes empresas”. Com sua experiência, sabe que o trabalho pode impactar muito positivamente um cliente ou vários, porém um erro pode interferir em todo cronograma de um projeto e gerar prejuízos e impactos negativos cruciais.

“Aqui na Nap IT, atuamos com empresas de grande porte, multinacionais, clientes de outros países e fusos horários. Então, temos que ter a habilidade de gerir todo um cenário particular para cada projeto, sem deixar que os riscos sejam concretos e nos afetem”, finaliza.

Cristina Hirsch é colaboradora da Nap IT há 6 anos. Pela forma natural que transita entre as áreas, atua como gerente de projetos especialmente dedicada em um dos maiores clientes da companhia. Isso também se deve ao fato dela já ter trabalhado dentro do próprio cliente e pelo domínio do seu ambiente de TI.

Conheça as histórias das nossas ‘Mulheres na TI’ que fazem a diferença na Nap!